Qual a diferença entre competências técnicas e comportamentais?

Conhecer as diferenças entre as competências técnicas e comportamentais é essencial para identificar melhor o perfil dos profissionais e assim, assegurar que os cargos sejam ocupados corretamente, garantindo um bom desempenho das funções.

Além disso, a análise prévia das características de cada tipo de competência possibilita que a empresa entenda a necessidade de capacitar e desenvolver os seus colaboradores — uma ação de equilíbrio e adequação que causa um grande impacto no crescimento do negócio.

Com este artigo vamos esclarecer como funcionam as competências técnicas e comportamentais chamadas também de hard e soft skills, sua importância para a organização e como desenvolvê-las nos colaboradores!

Qual a definição de competência?

Dentro das empresas, para que o profissional seja considerado apto para ocupar um determinado cargo e desempenhar as funções correspondentes, deve apresentar um conjunto de competências. Assim, podemos dizer que se trata de características específicas de habilitação e desempenho.

Embora seja um termo utilizado há muitos anos pelos gestores de pessoas, percebemos uma ressignificação do interesse das empresas pelas competências profissionais, que não se detém apenas na parte técnica, mas também no comportamento individual.

Assim como ocorre com outras áreas, o RH usa determinados termos e expressões para definir conceitos. É o caso das chamadas skills (ou habilidades, em português), que abrangem diversos aspectos e permitem a ramificação que vamos conhecer nos próximos tópicos.

O que são as competências técnicas (hard skills)?

Todas as competências que um profissional puder comprovar por meio de diplomas, certificados e testes de desempenho prático serão atribuídas à parte técnica. Elas são conhecidas também como hard skills e se caracterizam pela facilidade que alguém terá de legitimar seu conhecimento.

A formação técnica em determinados segmentos não é somente essencial, como obrigatória, por isso, um profissional habilitado deve apresentar documentos que garantam que ele está apto ao exercício de funções específicas.

Nenhum profissional será contratado como motorista se não apresentar uma carteira de habilitação válida, assim como um bacharel em Direito terá dificuldades em atuar como advogado se não apresentar a aprovação na OAB ou um intérprete não conseguir se comunicar em outro idioma.

O que são as competências comportamentais (soft skills)?

competência comportamental

Em contrapartida, temos as competências comportamentais intangíveis, ou soft skills, que são aquelas sem comprovação efetiva, baseadas na percepção dos profissionais durante as atividades de recrutamento ou treinamento.

As soft skills se traduzem na postura e na forma como um profissional age diante de imprevistos, desafios, problemas e tensões da rotina corporativa, sobretudo, quando envolve a equipe e os resultados almejados pela empresa.

As competências comportamentais têm um apelo sensorial e exigem maior cuidado, pois não são fáceis de identificar em apenas alguns minutos de conversa. É fundamental avaliar criteriosamente para conseguir classificar um profissional.

Algumas habilidades de comunicação, proatividade, liderança, empatia, criatividade, ética e trabalho coletivo, somente são percebidas, quando o indivíduo é colocado em meio a situações que exijam uma atitude condizente.

Quais são os pontos que diferem as competências técnicas e comportamentais?

A competitividade fez aumentar o nível de exigência no mercado, com isso, os profissionais passaram a se preocupar em oferecer mais do que qualificações comprovadas pelo currículo, surgindo os diferenciais do comportamento.

A maior diferença entre as duas competências está em ser fácil ou não de comprovar quando solicitado. Enquanto para as hard skills bastam algumas cópias, autenticadas ou não, de documentos para comprovação, as soft skills são mais densas, porém subjetivas.

As capacidades técnicas são arquivadas na pasta funcional do colaborador, enquanto as comportamentais estão em toda a parte, presentes no dia a dia, nas atitudes e condutas aplicadas durante procedimentos e processos corporativos.

Qual é o conjunto de competências mais importante?

Se antes um profissional precisava, prioritariamente, comprovar o quanto sabia fazer algo, agora, precisa também demonstrar que é o melhor perfil para ocupar uma vaga, um cargo ou função, considerando suas aptidões comportamentais.

Mesmo sendo tão importante, o diploma se conecta a outras habilidades como inteligência emocional, engajamento e dedicação, para formar um conjunto mais abrangente e efetivo.

Equilibrar a importância de ambas as competências se mostra o melhor caminho tanto para os profissionais quanto para as empresas. Em algum momento uma se sobressairá à outra e vice-versa — devemos então entender que em muitos casos serão circunstanciais ou complementares.

Como colaborar com o desenvolvimento das competências?

Uma empresa que deseja atrair, reter e desenvolver os profissionais mais completos deve ter uma participação ativa no processo de identificação e validação das competências.

Por meio de avaliações e treinamentos a empresa terá grandes chances de êxito ao promover a capacitação contínua dos seus funcionários. Profissionais que se sentem valorizados dificilmente sentirão o desejo de buscar oportunidades fora.

Nem todo profissional sabe usar as competências técnicas e comportamentais de maneira adequada e os treinamentos voltados para esse objetivo tendem a surtir um efeito significativo no direcionamento de condutas dentro da empresa.

Os pontos relevantes devem ser evidenciados em prol dos resultados que se espera para o negócio, contudo, cabe à empresa designar profissionais que estejam preparados para esse tipo de avaliação, mesmo que isso signifique recorrer à ajuda de especialistas do mercado.

“Vivemos um momento de grande tensão em função da Pandemia mundial e o cenário obriga que muitos cidadãos se mantenham em casa, em confinamento. Esse período de estimulo ao trabalho home office para minimizar os efeitos e a proliferação, pode ser também de muito aprendizado”.

Além do trabalho, os profissionais podem se adequar para adquirir mais conhecimento, por meio dos estudos, fazendo cursos, participando de lives que explorem melhor as competências técnicas e pessoais. Mesmo no contexto é possível se reinventar para melhorar o perfil.

As qualificações profissionais e pessoais já não são mais desassociadas ou analisadas separadamente. As empresas esperam encontrar equidade entre as competências, mas para isso devem dar o suporte necessário aos profissionais e ajudá-los nesse processo.

Vale lembrar que, quando se trata de soft skills, antes de serem profissionais, são pessoas únicas e cada um reage de uma forma diferente em situações similares. A avaliação para identificação das competências comportamentais deve ser imparcial e obedecer a critérios pautados nos resultados dentro da empresa.

Se a empresa estabelece em seu plano de recrutamento que as habilidades emocionais são um fator determinante, deve estimular o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais de forma igualitária não apenas no momento da seleção e do treinamento, mas durante toda a trajetória.

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janaina macedo calvoJanaina Macedo Calvo é Professora dos cursos de economia, controladoria, contabilidade e matemática financeira. Mestre em Controladoria, Economista, e Contabilista, atuou no setor público, como Conselheira de Emprego e Renda do Estado de São Paulo e Conselheira do Banco do Povo. Na área executiva, atua como Gerente de Pessoal e Finanças do Crea-SP, o maior Conselho de Fiscalização de Exercício Profissional da América Latina. É também, Palestrante na área financeira e motivacional, autora do blog Café&Finanças, colunista em finanças da revista Crea-online e desenvolvedora do Treinamento em Coaching Financeiro Batalha da Mente e Relato Integrado Para Entidades Públicas

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