O que é Neuroplasticidade?

Graças à evolução da ciência, da tecnologia e do desejo do homem de descobrir mais e mais, a neurociência tem evoluído, feito experimentos, e nos apresentado resultados novos e satisfatórios.

E estamos descobrindo, dia após dia, os mistérios dessa massa que fica dentro de nossa cabeça.

E estamos descobrindo que o cérebro muda. E se adapta.

Continue lendo este artigo aqui no nosso Blog Café&Finanças, para entender melhor!

Neuroplasticidade – o que é?

Se você gosta de comportamento humano, busca entender como a mente funciona, já deve ter ouvido esse termo.

Neuroplasticidade também conhecida como plasticidade neuronal é o processo de mudança que ocorre em nosso cérebro, quando ele precisa reagir a uma mudança.

Essa mudança acontece de forma física, através de uma reorganização dos neurônios e suas sinapses (as “conexões” entre eles).

Além disso, a neuroplasticidade acontece o tempo todo.

Através de estudos científicos, já se observou que a neuroplasticidade acontece um processo de adaptação após algum trauma ou lesão cerebral.

O cérebro precisa compensar a “falta” daqueles sentidos, neurônios, sinapses, ou qualquer outro fator que tenha ocorrido e comprometido algumas funções.

Porém, não é apenas em casos de lesão que isso acontece: Em qualquer situação de estresse, mudança, variação e adaptação que vivemos, nosso cérebro adapta-se através da neuroplasticidade.

O que acontece na prática?

No começo do artigo, citamos alguns exemplos.

Quando começamos a fazer algo novo, mesmo que nunca tenhamos tido feito antes, é natural que ocorram algumas etapas:

1. Desconforto

No início, passamos por um certo desconforto.

É a atividade cerebral para nos manter no estado de poupança de energia. Afinal, mudar exige trabalho.

Esse desconforto pode vir no formato de dúvida, medo, pânico, e em alguns casos, com manifestações físicas (acelerações do batimento cardíaco, suor), pois o sistema nervoso entra em ação.

2. Curiosidade

Quando passamos e “vencemos” a etapa do desconforto, passamos a ter curiosidade. É o momento em que o cérebro começa a criar novas sinapses entre os neurônios, o que nos faz adquirir novas habilidades.

Neste momento, temos uma evolução rápida de aprendizado. Absorvemos muitas informações e o cérebro vai organizando tudo.

3. Estabilização

Após essa etapa, a tendência é que fiquemos estabilizados em relação ao aprendizado. O cérebro já adquiriu o conhecimento, criou conexões, e começamos a adquirir habilidade no que fazemos.

Geralmente, esse é um ponto decisivo entre quem se destaca no que faz ou não. A maioria das pessoas para por aqui.

Isso acontece, pois o cérebro está entrando novamente no estado de poupar energia. A familiaridade com o “novo” assunto gera conforto, e começa gerar menos compromisso e necessidade de evolução no aprendizado.

4. Excelência

Quando você treina tanto, e faz tanto e tão bem o que faz, que o cérebro cria processos automáticos de tarefas, isso cria hábitos.

Neste momento, atingimos a excelência no que fazemos. É o que na Programação Neurolinguística, é citado como o quarto estágio do aprendizado – quando você “não sabe que não sabe” (é o conhecimento inconsciente).

Se você dirige, é só se lembrar de como você é capaz de dirigir, olhar no retrovisor, trocar de marcha, parar no semáforo, e ainda trocar mensagens no smartphone enquanto pensa no destino (não dirija digitando no smartphone, por favor. É apenas uma ilustração).

5. Evolução

Mesmo estando em um estágio de excelência, é possível evoluir.

Porém, a evolução reinicia o ciclo. Pois nos tira da chamada “zona de conforto” novamente. Nos faz criar sinapses novamente. Nos causa dúvida e medo outra vez.

Esses 5 passos acima, em termos bem simples e direto, constituem o processo que nosso cérebro faz para adquirir novos conhecimentos.

A neuroplasticidade é evidente neste cenário. O cérebro se adapta o tempo todo. Novas sinapses e relações entre neurônios se criam.

Como posso usar isso a meu favor?

É possível estimular a neuroplasticidade! Ou seja: treinar o cérebro para mudar, para se adaptar.

A propósito, o simples fato de tornar consciente essa informação, poderá fazer com que você tome novas atitudes!

Existe um pressuposto na Programação Neurolinguística que diz: “Se alguém é capaz de fazer algo, todas as pessoas podem aprender a fazê-lo”.

E se agora você sabe que seu cérebro tem a capacidade de se adaptar, o que ainda te impede de ir em busca do que você projeta fazer?

Existem algumas formas de estimular esses processos mentais:

  • Separe um dia de sua semana para praticar uma atividade de exercício mental. Sudoku, xadrez, estudar matemática, programação…
  • Tenha contato com algo que você nunca fez. Você pode aprender um novo idioma, ler um livro de um tema que não é de seu costume, conversar com pessoas mais velhas ou mais novas que você, e por aí vai.
  • Defina um objetivo e desafio pessoal a cada determinado tempo. Escrever um livro, praticar uma arte marcial, fazer uma determinada dieta, conhecer um país, investir em um fundo de renda diferente…

Essas são algumas ideias que você pode já começar a colocar em prática.

Como a neuroplasticidade interfere nos negócios?

A neuroplasticidade está presente em tudo. Nos seus negócios, em sua empresa, em sua atividade como executivo ou como funcionário de uma empresa, ela pode estar presente nas atividades desenvolvidas.

Você pode cada vez mais aprimorar sua habilidade em vendas… experimente vender para um cliente diferente.

Crie um novo produto ou serviço.

Crie um novo canal de comunicação entre sua empresa e seu cliente, e experimente.

Trace uma meta mais ousada, e busque formas de alcançá-la.

Todas essas e outras ações, irão, naturalmente, fazer com que seu cérebro trabalhe e se adapte para satisfazer às novas necessidades.

Conclusão

A neuroplasticidade vem sendo cada vez mais estudada pela neurociência. Vem sendo utilizada em todas as áreas da vida. Até mesmo observada em tratamentos médicos.

Veja por exemplo no nosso site www.palestrafinanceira.com.br alguns trabalhos que utilizamos a neuroplasticidade para aplicações em treinamentos financeiros (coaching financeiro, design thinking e etc..).

E com este conhecimento em mãos, temos a liberdade e a capacidade de ir atrás do que almejamos, portanto, faça, pratique, estude, e surpreenda-se com os resultados!

Bjocas carinhosas!!!

Janaina

 

Compartilhe com:


Artigos Relacionados

Leave us a Message