Competitividade, lucratividade e descentralização no setor de TI

O que empresas como Shell, Dell, HP, Oracle ou Correios têm em comum? Um ambiente no qual a empresa consiga absorver atividades que apoiam os principais processos do negócio de cada uma de suas unidades de negócio. Essa é a estratégia para implementação dos Centros de Serviços Compartilhados (CSC). Este texto do nosso querido Sergio Ricardo Rodrigues trata de maneira detalhada e leve o Core Business das empresas de tecnologia mostrando o sucesso e insucesso na estratégia.

Boa leitura!
Bjocas carinhosas!!!

Janaina

Importância Estratégica na adoção do modelo de Centro de Serviço Compartilhados em Empresas de Tecnologia: sucessos e insucessos.

Em todo segmento de negócios, a dinâmica das interações comerciais entre as empresas se caracteriza pelo ritmo acelerado, consequência da competitividade, da complexidade das operações e busca por resultados melhores.
No segmento de tecnologia, cada vez mais os clientes estão exigindo custos menores, evolução tecnológica, serviços e produtos diferenciados, com isto gerando a necessidade constante dessas empresas em revisitar sua forma de negócio com foco em suas margens de contribuição na gestão do resultado.

Dentro desta perspectiva, uma das ações propostas pelo planejamento estratégico é a otimização de recursos para conseguir competitividade quanto a lucratividade, começando pela descentralização de seu “core business” em unidades de negócio independentes, por outro lado, a centralização das atividades transacionais numa única unidade de negócio, também conhecida como CSC, Esta estratégia deve ser vista como um recurso a ser explorado para melhor o desempenho das empresas uma vez que se diferenciarão com base no controle de seus custos e controles, permitindo cada vez mais ser fator de sucesso para os negócios.

Palavras-Chaves: Centro de Serviço Compartilhado, Shared Services, CSC.

2. Centro de Serviços Compartilhados

O segmento de tecnologia tem ocupando a cada ano um destaque maior no desenvolvimento econômico do Brasil. De acordo estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES – 2015) e em parceria com a International Data Corporation (IDC – 2015) a indústria brasileira de tecnologia está posicionada em 7º lugar no ranking mundial, com um investimento de US$ 60 bilhões, em 2014. Este estudo aponta que o Brasil está posicionado em 1º lugar no ranking de investimentos no setor de tecnologia na América Latina, com 46% desse mercado, composto por micro e pequenos negócios, com participação de 45,62% e 49,02%, respectivamente.

Neste cenário, com um mercado cada vez mais competitivo, as empresas do setor de tecnologia necessitam revisar como executam seus processos de apoio e suporte de forma a buscar uma melhor geração de valor para o resultado, principalmente menores custos, controles e medição de desempenho e ter foco no seu “core business” para maximizar seus resultados.

Uma alternativa para esta situação é a adoção dos Centros de Serviços Compartilhados com a essência de uma área de atividade-meio e suporte, que presta serviços para as unidades de negócio, permitindo o aumento da vantagem competitiva na cadeia de valor da empresa e consequentemente um menor custo de operação, controle e melhora em seu resultado operacional.

A criação de um Centro de Serviços Compartilhados pode ser semelhante a uma terceirização de serviços (outsourcing), ou seja, repassar os processos de apoio para uma unidade interna realizar os mesmos e não para uma empresa externa.

Implantado de forma correta e eficaz, o Centro de Serviços Compartilhados estabelece uma relação entre as unidades de negócio e a área meio de cliente/fornecedor, podendo utilizar índices de desempenho quantitativos para mensurar os níveis de serviços e também medição de desempenho e os resultados.

Sucessos e Insucessos

Para o pleno sucesso do funcionamento do CSC temos que nos certificar que as características básicas do modelo devem estar presentes, por exemplo: unidade de serviços precisa ser semiautônoma não sendo subordinada a seus clientes ou unidades de negócio da empresa, avaliação de resultados, atuar em conformidade com as melhores práticas e padronização, sistemas tecnológicos de suporte adequados e plano de comunicação constante.

Por mais que bem concebidos e construídos a estratégia e o ambiente do CSC, podemos ter insucesso caso não haja um forte programa de gestão de mudança, a qual é entendimento como um esforço integrado, envolvendo, principalmente a alta direção, todos os colaboradores e membros da equipe do projeto, influenciadores, gestores e usuários finais para preparar a alinhar a empresa para o processo de mudança.

A implantação de um CSC, realizada de forma adequada, permite a concentração de foco necessária, a redução de custos que os clientes demandam, facilidades de apoio aos clientes da empresa em fase das unidades, controle e possibilidade me mensurar o desempenho da organização com o objetivo de acrescentar valor à empresa.


Sergio Ricardo Rodrigues

Executivo sênior com mais de 20 anos em cargos de liderança e grande experiência nos segmentos de tecnologia, automotivo, varejo, transporte aéreo de passageiros e cargas e turismo, nas áreas de gestão de negocio, finanças, planejamento, controladoria, contábil, fiscal, ti e projetos. Forte background para desenvolvimento e implantação de controles e sistemas corporativos de gestão empresarial, como SAP, Oracle, TOVS, etc. Habilidades de liderança e comunicação para estabelecer relacionamento com todos os níveis e também para determinar e atingir metas através do desenvolvimento e motivação do grupo de trabalho. Flexível, criativo, resiliente e hands on, com objetivos voltados para clientes internos e externos. Hábil negociador para manter o controle em situações difíceis.

 


3. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABES: Associação Brasileira das Empresas de Software
Disponível em: www.abessoftware.com.br
AFFONSO, Henrique José “Centro de Serviços Compartilhados: Impactos da Implantação do modelo na estratégia e na gestão de empresas do setor privado. ” (2010) Dissertação apresentada à FUMEC.
FUNDAÇÃO DOM CABRAL. Centro de Serviços Compartilhados: Conceitos e principais discussões da literatura, Prof. Samir Lótfi, 2012. Disponível em:
<http://www.fdc.org.br/professoresepesquisa/professores/Paginas/detalhe-do- professor.aspx?IdP=7241> . Acesso em: 18/10/2015.
MAGALHÃES. C. apud AFFONSO, Henrique José, 2010. Passo para planejamento, estruturação, estratégia e processos de um Centro de Serviços Compartilhados. São Paulo: Conexões Educação Empresarial.2009. p. 160.
PEREIRA, N. A. F. Impactos da implantação do centro de serviços compartilhados sobre sistemas de controles: estudo de caso. 2004, Dissertação (Mestrado em Administração) – Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2004.
Disponível em: www.biblioteca.pucpr.br/tede//tde
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SCHULMAN.D.:HARMER, M.:LUSK, J. Shared Services: agregando valor as unidades de negócio. São Paulo: MAKRON Books, 2001.
SILVA, E. D.; PEREIRA, N. A. F. Centro de serviços compartilhados e a gestão de vínculos: uma análise integrada. Revista Alcance, Itajaí, V. 11, n. 1, p. 49-64, jan./abr.
2004.
Disponível em: http://siaiweb06.univali.br/seer/index.php/ra/article.
Sum, F., & Paula, I. (2011). Definição de diretrizes para o business case para implantação de um CSC. Recuperado em 20 de outubro de 2014, de http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/33179

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