Economia, carro preto e a proibição do aplicativo UBER

Queridos!

O Transporte, especialmente o terrestre, é um item fundamental para a economia de qualquer país senão o mais essencial do custo logístico. É um sistema de suma importância para o desenvolvimento de uma nação já que é o principal elo entre as cidades permitindo a locomoção de pessoas, mercadorias e serviços. Nas cidades e centros urbanos o transporte tem função, entre outras, de mobilidade em conjunto com qualidade de vida, ou seja, se não há Mobilidade Urbana, também não há Qualidade de Vida. O aumento da circulação de veículos individuais, de acidentes, poluição e degradação ambiental comprometem significativamente a qualidade de vida dos cidadãos, por isso a importância da mobilidade com qualidade.

Recentemente lemos notícias sobre a proibição do aplicativo UBER. Para quem não sabe, trata-se de um aplicativo onde existe um cadastro com perfil de passageiro ou de motorista e se utiliza o serviço não como um simples táxi, mas num carro executivo caracterizado como “carona paga”. É possível ter um motorista particular trabalhando a seu dispor. O slogan é “Seu motorista particular”.

Com um PIB beirando 2,5% do total de arrecadação anual no Brasil e o crescimento de 9% a.a. da população residente nos centros urbanos, o transporte publico infelizmente é precário, o que nos leva a recorrer ao uso de táxi, seja pela urgência de tempo ou pelo conforto. Eu, fã de tecnologia, via no uso dos aplicativos uma solução para a locomoção. O Uber oferece motoristas bem vestidos, carros de luxo, ar condicionado sempre ligado, cabo para carregar celular, água e balas entre outras mordomias. Pode parecer frescura, mas quem nunca pegou um táxi com o motorista de camisa aberta, feito Pedro e Bino do Carga Pesada, com o carro cheirando a cigarro, correndo e cortando o trânsito como se não houvesse um amanhã? A maior diferença vem quando a corrida termina. Não é preciso abrir a carteira para pagar. Isso é feito pelo próprio aplicativo, que depois ainda envia uma mensagem com o valor viagem e dados para avaliação da corrida. Mas, engana-se quem pensa que os valores serão mais baixos… O custo acaba sendo similar, porém os mimos compensam.

Num mundo perfeito isso seria formidável não é? Mas voltando à nossa realidade: não demorou muito para os taxistas se manifestarem contra o serviço e levarem esse protesto para discussões na esfera judicial. Claro que antes houve episódios de agressões com taxistas atacando aos motoristas de carros (inclusive os que não são Uber’s). A verdade é que essa regulamentação deveria ser da população que utiliza o meio de transporte através de suas avaliações. Entendo que aparentemente falte tal regulamentação e que o motorista de táxi, que paga inúmeras taxas para poder rodar com o carro, veja o serviço como clandestino. Mas também não podemos tirar a possibilidade de escolha das pessoas buscando cada vez mais alternativas para problemas comuns de todas as cidades. Seria como regulamentar a tecnologia e impossibilitar a criação de soluções. Na Índia, por exemplo, já existe entrega de pizza feita por drones… Será que isso gerará protesto dos entregadores? rs Não seria o caso dos taxistas brigarem pela abolição desses impostos pagos? Qual a necessidade dessa regulamentação? O que a Prefeitura tem feito em prol dos usuários com aquilo que compulsoriamente arrecada? Bom, até que essas discussões sejam sanadas, ter um carro preto esperando pode ser uma “cilada Bino”.

Bjocas carinhosas!!!

Janaina

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